Revista Papo de Homem Sábado, Set 22 2007 

Papo de Homem é uma revista eletrônica que está detonando no mundo virtual. Recomendado pra todos os homens.

Aí vai uma matéria dessa semana:  

Manual Papo de Homem para diagnóstico da gravidez

Revista Papo de Homem

Antes de mais nada, um aviso: usem a droga da camisinha. Se você usar sempre, e corretamente, nem precisa ler o que está escrito aqui abaixo.

Ok, então a menstruação da gata atrasou. Primeiro, respire fundo, você pode ter semeado sua herança genética no mundo, mas apenas pode. Não quer dizer que sim. Já vi muita gente entrar em desespero (eu incluso), por causa daquela clássica vacilada, sem necessidade. O primeiro fato a saber é que mulheres podem apresentar ciclos menstruais irregulares, sem aviso prévio, por inúmeros motivos. Condições físicas, e emocionais, inclusive.

Próximo capítulo, a menstruação continua atrasada. Arrancar os cabelos ? Nada disso. Vamos aos sinais de presunção da gravidez. Eu disse presunção, ou seja, suspeita, e suspeita não quer dizer gravidez, pois assim como as cadelas, as mulheres também podem ter a chamada pseudociese, uma gravidez psicológica.

Há relato de casos nos quais a gravidez oca evoluiu, com aparecimento de barriga, e o pobre marido recebeu o inglório apelido de “Piru de vento”.

off: algo me diz que serei linchado pela comparação com as cadelas. Peço desculpas à Sociedade Protetora dos Animais… brincadeira, meninas, amo vocês!

Quem quiser ler mais dá um pulo lá no site: www.papodehomem.com.br

Seu Zé e o plebiscito da Vale Sexta-Feira, Set 21 2007 

- ô mariazinha, ruma u café aí qui hoje é dia di plebiscito!

- Mas zé, que raio é essi di prebissito?

- Maria, num si afoguenta não qui num to cum agua pá ti jogá agora. Vão bora! Plebiscito é uma coisa qui trás a empresa e bota nas nossa mão, entendeu? U prezidenti Lulalá falou qui nóis já podi tê a petrobrás, pra fazê petrólio. Agora, si reistatiza a Vali, nóis vai tê duas impresas di uma veizada só, muié. Eta trem bão!

- Asim tá bão dimais zé. Você vai até mi comprá aqueli bukezão di rosa qi prometeu mi dá né?

- É claro muié! Tu sabi qi ti amu dimais da conta, uai.

- Então vamu zé. Já tô ansiosa presse troço saí logo!

(Chegando em Brasília)

- ô motorista, pára u õnibus perto da casa du presidenti lulalá. Nóis vai cunversá cum eli agora sobri umas empresa qi ele vai passá pra nois. Anda muié, vamo descer desse troço logo.

- ô zé, minha saia di renda garrô aqui neça joça.

- Qui joça qui nada muié. Issu é a roleta. Uns treco qui usa pra passa i pagá a passagem. Issu é pra ninguém enrolar mais o trocador.

(Nesse momento surge alguém misterioso, com olhar penetrante e ameaçador)

Trocador: Oi, seu estranho. Tem que pagar a passagem.

Estranho: Eu sou o Chuck Norris.

Trocador: Ah, então deixa que eu pago pra você do meu próprio bolso.

Estranho (agora descoberto): Acho bom mesmo. Senão iria levar um de meus roundhouse kick!

Trocador: Credo. Deus me livre. Quero viver muito tempo ainda. Mas, não daria pra me dar um autógrafo?

Chuck (renascido das trevas): Não, meu autógrafo costuma queimar todos os papéis.

Trocador: Então me passa um pedaço dessa roupa que tu tá usando!

Chuck: Tá me estranhando? (e lançando um olhar fatal, desintegrou o trocador!)

(Seu Zé comenta com a Maria)

- Tá vendo muié, pur isso é qui eu sô fã desse sujeito. Eli num faz as coisa bunita só nus filme. Faz na realidade também!!!

- É Zé, agora eu tô ti entendendu.

(saindo do ônibus)

- Vamus muié, corri pra nóis pegá o presidenti!

- Tô correndu, mas é qui num tô acostumada a andá di sarto, môzin.

- Então deixa qui eu vou ti carregá… (Zé deu uma conferida naquela sua carteira de fã do Chuck e respirou fundo… bem agora era o momento de demonstrar porque fazia parte do seleto grupo de fãs do inigualável homem do roundhouse kick! Afinal, a Maria era bem magrinha…)

- Uai Zé, tu tá forti mêmu!!! Né a-toa qui casei cuntigu.

- Qui nada muié, isso num é nada… ( Chuck estava por perto e, orgulhoso, encarava o sô Zé).

(Na casa do Lulalá)

Z: Oi Lulalá, tudu bem cum o sinhô?

L: Cumpanheiru Zé, nós estamos aqui brindando o novo programa do governo: Sede Zero! Cachaça da boa pra todu mundo sõ.

Z: Uai Lulalá, tõ me sentindo muito bem cunversando com u sinhô. Acho qui nóis fala a mesma lingua!

M: Zé, vai logu nu assunto sô! Anda cum esse troço!

Z: Presidenti, nóis viemos aqui, por meio di um ônibus, pra receber a nossa parte da Vale e da Petrobrás! U sinhô e mais um pessoar aí tava dizendo qui o petroleo é nosso, qui a Vale é nossa. Então eu queru a minha parti.

L: cumpanheiru e cumpanheira, eu estou lutando bravamente, não somente contra o alcool e a corrupção neste governo. Mas eu luto também para que tudo seja do povo. A Vale e a Petrobrás!

Z: Uai presidenti. Mas o papel do plebiscito dizia que as duas eram nossas já… (isso tá me cheirando a roubalheira…)

L: Cumpanheiro, ninguém nunca fez tanto por estepaiz! Ninguém, nem o Chuck.

Z: Calma lá presidenti! O Chuck não fez porque não pode ser candidato. Afinal ele é estrangeiru, como todo lutador que si prezi, di Roliuuudi.  (caramba, falei igual aquela marca de cigarro!)

L: Tá bom cumpanheiru, eu vô ti passá uns papéis aqui e vc terá as empresa.

Z: Tudo bem Lulalá. Podi passá.

L: Aqui estão. É di um monti qui tive qui despachá do senado essa semana, devidu a uns pobrema qui tivemos aí.

Z: Tá bom Lulalá. Anda logo com issu. Tô ansioso pra ficá milionáriu e comprá um bukê di rosá pra minha muié.

(Lula entrega habilidosamente os dossiês de Renan Calheiros e Toda a galera do mensalão e dólar na cueca)

L: Tá aqui. (bom, esses analfabetus vão ser pegos i ninguém vai duvidar mais desti guvernu aqui…hehehe)

Z: Tá bom Lulalá. Qui maraviíia! Vamu lá muié. Comemorá!

M: Ihhhhhaaaaaa! Agora vou até podê comprá os vestidos di renda qui sempre quis!!!

(Mas logo na saída eles foram abordados pela Polícia Federal)

Z: Oi puliça, aqui é u Zé. Tudu bem cu sinhô?

P: Tudo bem. Mas não tá nada bem pra vcs…..hehehehehehe

Z: Ai môzim, assim não sei mais o qui vai acontecê. Essi lulalá nus enganou di novu!

P: Deixe-me ver esses papéis. Olhem, muitas provas de que o Zé roubou dinheiro público! Participou de operações de lavagem de dinheiro, contas no exterior, viagens com dólares na cueca e muito mais…

M: Nossa Zé, num sabia qui tu tinha todas essas abilidades!

Z: hehehe, eu façu u qui possu.

P: Vocês vão pra cadeia! Agora!

Z: Não! Eu num queru ir pra cadeia sõ guarda! Possu ir pra minha casa?

P: Não, vocês vão é pra cadeia!

Z: Não!!!!!!!!!!!

M: Zé, chama seu amigo, Chuck!

Z: Boa idéia. Chuuuuuuck Noooooooorrrriiiiiiissss, vem me salvar!!!!!!!

(Chuck ao longe admira a paisagem do mundo com seu olhar…. e de repente escuta a voz de um fã seu… ao respirar direciona o ar para os guardas federais de Brasília….)

P: Nossa, que ventania é essa! Os papéis estão todos voando… vamos catá-los!

Chuck com seu olhar atrai Zé e Maria que, desimpedidamente caminham em sua direção… e, com um sopro, Chuck os faz flutuar até o interior, na roça do sô Zé…

Z: Ê trem bão… por issu qui é bom tê um amigu dessis.

M: É Zé, inda bem qui tu é fã do Chuck!

Fim.

Z&M

Obs: Essa história teve sua divulgação licenciada neste blog pelo próprio Chuck Norris.

Reforma Tributária, uma via necessária Quinta-feira, Set 20 2007 

Sempre que se fala em reforma tributária o povo coloca as mãos nos bolsos. Obviamente o governo criará mais tributos e aumentará as tarifas dos tributos existentes. A desculpa é sempre a mesma: precisamos simplificar a tributação e diminuir o número de impostos para aliviar a sociedade brasileira que não aguenta mais pagar tantos impostos!

Não obstante esse discurso, o Estado nunca arrecadou tanto (para citar Lula) como hoje. O leão abocanha atualmente R$ 205,95 bilhões por semestre (dados da receita federal, para este semestre). Neste valor não está incluída a contribuição previdênciária, destinada a financiar o INSS. Nem os recordes de arrecadação da CPMF este ano.

Calcula-se que a carga tributária ficou em 35% do PIB brasileiro e que somente a CPMF tenha arrecadado até agora (ano de 2007) por volta de R$ 20 bilhões. O Estado, sem sombra de dúvida, arrecada como nunca na história. Mas isto é bom ou é ruim?

Bem, se pensarmos que quem paga os impostos poderia comprar mais produtos e esquentar o mercado, então isso é ruim. Por outro lado o Estado com mais recursos pode investir mais em saúde e educação. Aí já fica bom. Mas as indústrias, transportadoras e empresas diversas, pagando menos impostos, podem negociar melhores preços para seus produtos e serviços, contribuindo para um crescimento econômico mais rápido.

Não há dúvidas de que um crescimento econômico rápido e sustentável eleva novamente a carga tributária, já que as indústrias crescem e o PIB do país também. Assim, quando o Estado corta tributos, está apostando no médio e longo prazo. Está apostando nas indústrias e no comércio. Está apostando na iniciativa privada e seu dinamismo para gerar empregos, solucionando um dos maiores problemas do nosso país.

Simplificar a carga tributária e cortar impostos é apostar no futuro do país. O governo diminui a arrecadação agora e volta, posteriormente, quando as empresas, libertas do enorme peso da tributação brasileira, investirem mais na produção e crescimento. A idéia é simplificar e diminuir. Diminuir a burocracia que atrapalha o pequeno investidor a regularizar sua empresa. Diminuir os impostos que prejudicam a venda de produtos originais, abrindo espaço para a indústria da pirataria e a proliferação de subempregos, nos quais encontramos trabalhadores informais, sem plano de saúde e sem plano previdenciário.

Alguns impostos, como o IPVA, são totalmente desnecessários. Outros poderiam diminuir suas taxações, como o IPI e o IE. Acho que nem deveria existir imposto para exportação. Afinal, já bastam os impostos que outros países colocam sobre nossos produtos.

O IPVA limita a compra de carros de luxo e outros de preço médio. A pessoa pode financiar o carro, mas desiste devido ao alto valor que terá que pagar ao governo todos os anos. Tudo bem que, com o tempo, o imposto vai diminuindo. Mas ele deveria ser usado para estradas e rodovias. Mas não é isso que ocorre. Na verdade tem-se mais um outro imposto com a mesma finalidade: a CIDE. Então temos um caso de bitributação. A legislação tributária prevê a ilegalidade da bitributação. Mas como não há preocupação com ilegalidades na nossa república, a situação continua.

O IPI incide sobre produtos industrializados, inclusive alimentos. Alguns alimentos seriam bem mais baratos se não existisse esse imposto. Como a alimentação é uma coisa fundamental; o governo, ao invés de destinar mais verbas para o FOME ZERO, deveria acabar com a incidência de IPI sobre alimentos. Assim os preços cairiam e a população ficaria mais alimentada. O crescimento da indústria de alimentos geraria mais empregos na zona rural e urbana. Mas não é assim que esse governo pensa, infelizmente. Por fim, o IPI deveria cair sobre eletrodomésticos essenciais, como fogão e geladeira. Mas talvez o governo prefira arrecadar mais e depois criar o programa: GELADEIRA E FOGÃO EM CASA PARA TODOS!

Sobre o IE, dispensa comentários. Cobrar taxas de produtos brasileiros que estão sendo exportados é um absurdo! Se estamos exportando mais, temos é que comemorar a maior entrada de dinheiro no país e o enriquecimento da nação. Portanto nada de impostos sobre exportação.

Por fim, gostaria de propor ao governo um radical corte nos impostos. Que tal acabar com todos os impostos e manter apenas dois? Um deles seria a CPMF e o outro seria o IGF, além do II (imposto sobre importação) para alguns produtos que possam prejudicar a indústria nacional. Vou explicar por partes.

A CPMF arrecadou este ano R$ 20 bilhões. Não há como fugir dela. Sonegar é impossível. Todos pagam. A taxa está em 0,38%. Se jogarmos essa taxa para 3,42% (nove vezes mais) o país arrecadaria anualmente R$ 180 bilhões, só com CPMF. E não teríamos mais IR (imposto de renda) pra declarar anualmente e nem IPVA (Imposto sobre veículo automotor). Não teríamos IPI, nem CIDE, nem IE (= produtos brasileiros mais baratos no exterior), nem IOF (sobre operações financeiras) e nem ITR (incide sobre propriedades rurais).

Para complementar a arrecadação teríamos a regulamentação do IGF (imposto sobre grandes fortunas) previsto na constituição federal. Essa regulamentação deverá ocorrer a partir de Lei Complementar. O IGF incidiria sobre todos que possuem acima de um milhão de reais em aplicações, na base de 0,58% sobre as aplicações. Como o país tem por volta de 110 mil milionários, arrecadaríamos (contando que todos só têm um milhão em aplicações) R$ 63 bilhões e 800 milhões. A arrecadação total ultrapassaria o montante arrecadado atualmente. O povão mesmo não pagaria nenhum imposto, visto que não utiliza o banco para quase nada (escapando das cobranças de CPMF). A classe média compraria carros mais caros, sem medo do IPVA e da taxa de licenciamento anual. A gasolina ficaria bem mais barata. As pessoas viajariam mais e comprariam mais. Milhões de empregos seriam gerados rapidamente e teríamos que buscar gente lá na argentina pra trabalhar aqui…rs

Bom, espero que tenham gostado da idéia. Quem sabe algum deputado não lê isso aqui e resolve apresentar no Congresso. Vamos torcer!

Obs: A Reforma trata apenas dos impostos nacionais. O IPVA (imposto estadual) é citado, pois é considerado inútil. Além do mais seu fim levaria a um aumento na arrecadação de ICMS, o que recuperaria a receita estadual.

Sobre o plebiscito de reestatização…”popular” Quarta-feira, Set 19 2007 

Recentemente no Brasil, tivemos um plebiscito “popular” pra reestatizar a Vale. As perguntas eram todas viciadas e focavam no convencimento do votante, que deveria se sentir mal marcando “sim” nas referidas questões:

http://www.ertaiandrade.kit.net/outro/plebiscito.gif  (retirado de um grupo de discussão do orkut – Comunidade Liberalismo)

Na primeira questão, após afirmar que a campanha pela privatização da Vale foi fraudulenta, um verdadeiro roubo etc, nos pedem pra votar se queremos a reestatização e o retorno da empresa nas mãos do “povo”. Não sei que povo é este, pois nunca tive a Vale em minhas mãos. Nem ninguém da minha família também. Dá até vontade de rir disso, tamanha parcialidade que invade esse “plebiscito”!

Depois ainda temos mais três perguntas que versam sobre assuntos diversos e, todas, praticamente forçando o votante a marcar o “não”.

Bom, já escrevi outro artigo falando sobre a Vale. Portanto não me deterei mais nesse assunto. As outras questões versavam sobre o agronegócio (que tanto beneficia o país), as empresas de energia elétrica e contra o pagamento da dívida externa (afinal, dar calote, passar a perna, roubar e se envolver em corrupção é coisa de esquerdista mesmo).

Na verdade por trás dessa consulta esquerdizante está o projeto de socialismo do novo milênio, que está sendo planejado para toda a américa latina, por uma conjugação de partidos esquerdistas ligados aos ditadores Hugo Chaves e Fidel Castro.  Não é popular (plebiscito) e sim para convencer. É este o objetivo, formar grupos cada vez maiores que acreditem nessas baboseiras e se submetam a todo tipo de coisas estapafúrdias para defender o “que é nosso”. Temos que zelar pela nossa individualidade e pelas nossas liberdades, para que ninguém nos diga o que fazer ou nos engane com argumentos infantis de mobilização popular.

Aí vai a imagem, com as perguntas tendenciosas:

plebiscito.gif

É isso.

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