Concurseiros de plantão Quarta-feira, Abr 2 2008 

Excelente entrevista:

Além dos Limites:

do site: www.correioweb.com.br/guiadeconcursos

O consultor legislativo Gabriel Dezen Junior é especialista em direito constitucional, matéria presente em todos os editais de concursos públicos. Ao chegar a Brasília, o catarinense percebeu as vantagens de ter o governo como patrão e prestou seis seleções: foi aprovado em todas. O método de busca para o sucesso, desenvolvido por Dezen, deu tão certo que ele foi chamado para dar aulas na faculdade de direito do UniCeub, no Instituto Serzedello Corrêa, do Tribunal de Contas da União; no Tribunal Regional do Trabalho e no Instituto Legislativo Brasileiro, do Senado. Nesta entrevista, ele fala um pouco do sucesso da sua trajetória e ensina os ingredientes da receita da aprovação.

Por que fazer um concurso público?
O concurso público não é a única forma de busca de realização pessoal, financeira e profissional. Mas, em Brasília, diante da escassez de grandes empresas e dos baixos padrões remuneratórios da iniciativa privada, talvez seja a melhor opção. E ao contrário da percepção das pessoas que desconhecem como funciona o serviço público, um cargo na esfera governamental não é uma espécie de “cabide” para desqualificados ou para pessoas que não encontram colocação na iniciativa privada. As duras seleções às quais são submetidos os candidatos, principalmente a cargos de primeira linha, comprovam os elevados níveis de qualificação que são demandados, afastando, pela própria mecânica dos concursos, os ineptos, incompetentes ou despreparados.

Como está o cenário para os concurseiros em 2008, depois que o governo perdeu a CPMF?
A questão da CPMF vem aterrorizando todos os projetos, desde a febre amarela até obras viárias e concursos públicos. Mas seus efeitos sobre a área de concursos serão mais fortes no âmbito do Executivo. Os Poderes Judiciário e Legislativo não estão sujeitos às decisões executivas nessa área, por serem detentores de autonomia orçamentária. Obviamente, uma redução nas dotações de pessoal nessas esferas do poder público poderá reduzir algumas vagas. Mas temos visto que os concursos previstos, principalmente no Judiciário, serão mantidos.

Como se preparou para cada concurso em que foi aprovado?
Sempre tive a certeza de que a preparação exige dedicação obstinada, estratégia e método, e não apenas esforço. Ninguém é aprovado por ficar oito ou 10 horas folheando apostilas em uma biblioteca. O processo de aprendizado precisa ser entendido. Na linha da estratégia, li com muita atenção A Arte da Guerra, de Sun-Tzu, e transferi os ensinamentos do grande general chinês para a preparação para concursos.

O senhor nos daria uma idéia do que seria esse método?
Em síntese, o que o candidato deve ter em mente é: a) não memorize as matérias de direito, em nenhum dos ramos; direitos, leis e regimentos devem ser entendidos, não decorados, pois a informação só ficará efetivamente retida e pronta para ser usada numa prova, se habilitar o candidato a raciocinar sobre ela, e a “decoreba” não leva ao raciocínio; b) transfira as informações de livros, apostilas e aulas para resumos, quadros comparativos e fluxogramas; a atividade mental de montar tais esquemas auxilia bastante o aprendizado, e permite ao candidato pensar sobre o que está estudando; c) tenha um cronograma bem planejado, distribuindo seu tempo entre as matérias do edital, e siga-o rigidamente; d) conheça o seu perfil de estudo e concentração e adapte sua preparação a ele.

Qual a primeira coisa que o candidato deve ter em mente?
Todo candidato a concursos deve saber: nos estudos de qualquer direito, seja constitucional, administrativo, processual, penal, civil, não se decora nada! O direito deve ser entendido, deve fazer sentido para quem está estudando. Costumo perguntar aos meus alunos se seria mais fácil para eles recitar um texto em português ou em húngaro. A resposta, claro, é português, pois faz sentido e uma frase leva à outra. Já o texto em húngaro teria que ser decorado e repetido sem que você soubesse nada do que estava dizendo. Fala-se muito hoje que o concurseiro se tornou uma figura profissional, que conhece a si mesmo e seus próprios limites, tem metas e luta,com disciplina,para conquistá-las. Como você vê isso? Disciplina e método são as chaves para a aprovação, a qual exige que o candidato conheça os seus limites e os explore ao máximo, mas nunca além deles. Lutar por lutar leva à derrota. Lutar para vencer leva ao resultado e só se vence, disse um general chinês, se a pessoa conhecer a si e ao “adversário” — esse, no caso, a banca examinadora. Não gosto da expressão “concurseiro profissional”, pois ela dá a sensação de que fazer concurso, para essas pessoas, deixou de ser meio para ser objetivo. Mas o verdadeiro candidato a concursos tem em mente que as seleções devem, necessariamente, constituir-se em ponte entre ele e seu objetivo: um cargo público. Quanto aos limites e metas, o candidato deve conhecer, nem que seja minimamente, rudimentos do processo de aprendizagem, sob pena de desperdiçar tempo e energia.

Como uma pessoa pode desenhar a trajetória para ser bem-sucedido em concursos públicos?
Como já disse: com disciplina férrea e método. A disciplina refere- se àquele que sabe que só triunfará quem levar a decisão de passar às últimas conseqüências, respeitando seus limites físicos e mentais, mas não atuando aquém deles. O vital para a aprovação vai desde a leitura atenta do edital até a questão da atividade física, da alimentação, da concentração, do ambiente, da elaboração e uso de resumos, da escolha da bibliografia de apoio, do comportamento nos momentos que antecedem a prova e durante ela. O cérebro é um poderoso aliado, se bem conduzido, mas pode ser traiçoeiro. Quais os concursos mais difíceis e disputados? Sem dúvida o da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU, além da CGU e da Receita Federal. O padrão remuneratório dos melhores cargos nessas estruturas homenageia a qualificação técnica exigida para a aprovação. Na área jurídica, os concursos para ingresso na magistratura e no Ministério Público também são deliciosamente desafiadores.

Quais as dicas para quem já estuda há anos e está desanimado?
Reveja urgentemente o seu método de estudo. Se está em contato com livros, apostilas e professores há anos, sem sucesso, certamente está fazendo a coisa errada. Mas a pessoa jamais deve duvidar de sua capacidade. Se ela não tem tido sucesso isso não significa incapacidade, mas sim erros de método, falta de disciplina, falta de orientação ou de foco. É bom lembrar também que o desespero não aproxima a pessoa, nem um milímetro, dos sonhos dela. Sentar-se à beira do caminho não vai colocá-la mais perto do objetivo.

Quais concursos deverão surgir no horizonte de 2008?
Estamos esperando, desde o final de 2006, o do Senado, para as áreas de analista legislativo e técnico legislativo. O número de vagas e o padrão remuneratório deverão tornar esse concurso, quando oficializado o edital, em algo muito atraente. Além disso, TCU e Polícia Federal devem fazer seleção ao longo deste ano, juntamente com a CGU, Receita Federal e vários tribunais. É um prato cheio para quem quer resolver a vida neste ano.

Foguete Brasil-Argentina Domingo, Jan 13 2008 

Brasil e Argentina lançam foguete

Brasil e Argentina lançaram um foguete do Centro de Lançamentos Boca do Inferno, localizado no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, em sua primeira missão conjunta. O foguete brasileiro chegou a alcançar uma altura de 121 Km, sendo realizados vários experimentos levados a cabo por instituições argentinas, além do teste do sistema GPS de rastreamento desenvolvido por uma universidade brasileira. O foguete caiu no mar após o vôo e foi resgatado pela Força Aérea Brasileira. Segundo Roberto Oscar Yasielski, coordenador de experimentos e chefe da equipe argentina, o material será levado a Buenos Aires, onde serão analisados os resultados dos testes. A Agência Espacial Brasileira tem o objetivo de aumentar o número de missões de caráter científico, partindo tanto da base da Boca do Inferno, como da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. (Resumido por Juliana Seixas)_relnet.com.br .

Brasil, Bolívia e Chile… integração a caminho Domingo, Jan 13 2008 

Brasil, Bolívia e Chile construirão corredor bi-oceânico

Brasil, Bolívia e Chile se reuniram no povoado de Tambo Quemado, na Bolívia, e assinaram um documento intitulado Declaração de La Paz. Em um de seus pontos, a Declaração trata da criação do corredor bi-oceânico, responsável pela conexão entre o porto de Santos, no Brasil, e os portos de Iquique e Arica, no Chile. O ministro boliviano de Obras Públicas, José Kinn, afirmou que atualmente 75% do que será o corredor já se encontra pavimentado. A Declaração de La Paz também trata do desenvolvimento turístico das regiões do Pantanal, na fronteira do Brasil com a Bolívia, do Salar de Uyuni, na Bolívia e do deserto do Atacama, no Chile. O presidente da Bolívia, Evo Morales, aproveitou a ocasião para reiterar a construção da confiança mútua com o governo do Chile. (Resumido por Juliana Seixas)_retirado do Relnet(www.relnet.com.br).

Canadá liderando a integração Domingo, Jan 13 2008 

O papel do Canadá na América Latina

O Primeiro-Ministro do Canadá, Stephen Harper, dará prioridade às Américas. Harper acredita que o Governo canadense deve tomar para si as responsabilidades de integrar o continente americano, já que os EUA estão com sua atenção voltada para outros pontos do globo, além de estarem com sua reputação abalada no quesito cooperação internacional. Caminhando a passos largos nessa direção, Harper deu início às negociações sobre livre-comércio com Álvaro Uribe, Presidente da Colômbia. Entretanto, assim como para os Estados Unidos, as questões envolvendo o respeito aos Direitos Humanos devem pesar nas negociações, o que pode significar um problema no caso da Colômbia. Contudo, nesse momento, o Canadá tem a oportunidade de influenciar e desenvolver acordos produtivos não só com a Colômbia, mas toda a região latino-americana. (Resumido por Douglas Armendone) – Retirado do Relnet(www.relnet.com.br).

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